Filho do presidente da Colômbia preso por lavagem de dinheiro

Em causa estão denúncias da ex-mulher de que levava uma vida de luxo, com as grandes quantias de dinheiro que teria recebido para a campanha eleitoral do pai.
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Nicolás Petro, filho mais velho do presidente colombiano Gustavo Petro, foi detido neste sábado sob a acusação de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, num escândalo relacionado com a campanha eleitoral.

O ex-deputado pelo departamento de Atlântico (norte) foi preso durante a manhã com sua ex-mulher Daysuris Vásquez, que o acusou de ter vínculos com traficantes de drogas e contrabandistas.

A Procuradoria informou a prisão do filho do presidente "pelos crimes de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito" e da ex-mulher por "lavagem de dinheiro e violação de dados pessoais".

"Os detidos serão colocados à disposição de um juiz criminal (...) a quem será pedido que dê legalidade aos procedimentos de busca, captura e apreensão de provas materiais", acrescentou a entidade de investigação em comunicado.

Em entrevista à revista Semana, em março, Vásquez disse que Nicolás Petro levava uma vida de luxo na cidade de Barranquilla, no norte, com as grandes quantias de dinheiro que teria recebido para a campanha eleitoral do atual presidente.

Gustavo Petro lamentou a notícia, dizendo que garantirá a independência da Justiça.

"O meu filho Nicolás e a sua ex-mulher Days foram detidos pela Procuradoria. Como pessoa e pai, magoa-me muito tanta autodestruição e que um dos meus filhos vá preso", escreveu Petro no Twitter. "Como presidente da República asseguro que a Procuradoria tenha todas as garantias da minha parte para proceder de acordo com a lei", acrescentou.

Desde que o escândalo rebentou, Petro nega a existência de dinheiro da máfia nas suas contas da campanha presidencial. O próprio presidente, o primeiro de Esquerda na Colômbia, pediu para abrir uma investigação contra o filho mais velho.

"Ao meu filho desejo sorte e força. Que estes acontecimentos forjem o seu caráter e possa refletir sobre os seus próprios erros", escreveu Gustavo Petro.

"Como disse diante do procurador-geral, não vou intervir ou pressionar as suas decisões; deixo que o Direito guie livremente o processo", concluiu.

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