Exército brasileiro gastou 700 mil euros em próteses penianas

Deputado que descobrira na véspera um investimento milionário em Viagra, pede agora investigação do Ministério Público sobre nova compra controversa do ministério da Defesa
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O exército do Brasil gastou 3,5 milhões de reais, cerca de 700 mil euros, na aquisição de 60 próteses penianas, apurou um deputado. Elias Vaz (Partido Socialista Brasileiro), que na véspera já havia revelado a aquisição de cerca de 35 mil comprimidos Viagra pelo Ministério da Defesa, solicitou investigação do Tribunal de Contas e do Ministério Público brasileiros.

O Portal da Transparência, site governamental onde se podem consultar as aquisições do executivo, aponta que foram feitas três licitações no ano passado para comprar os produtos, cujo comprimento varia entre 10 e 25 centímetros.

O produto é indicado para casos de disfunção erétil, segundo o portal do médico Drauzio Varella, citado pelo jornal Metrópoles. As próteses infláveis podem durar entre 10 e 15 anos.

O mesmo jornal pediu ao exército reação sobre o caso. Em resposta, as Forças Armadas disseram que compraram apenas três próteses penianas em 2021 e que têm a obrigação de "atender a pacientes do sexo masculino vítimas de diversos tipos de enfermidades que possam requerer a cirurgia para implantação da prótese citada".

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