Ex-funcionário municipal absolvido do roubo de cabritos

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"Está absolvido. Pode ir à sua vida". Foi com estas palavras que a juíza acabou a leitura da sentença do ex-funcionário da câmara de Odivelas acusado de roubar cabritos a um pastor da Póvoa de Santo Adrião. Agora é a vez do réu se transformar em ofendido.

O 3.º Juízo do Tribunal de Loures não deu como provadas as acusações de roubo e intromissão em propriedade vedada ao público de que vinha acusado Alcides Pinto, ex-desenhador e agora arquitecto. O caso remonta a Março de 2005, quando alegadamente terá sido visto na propriedade de Mário Abrantes a roubar cabritos e ovelhas. Durante o julgamento, o réu rejeitou as acusações e justificou a sua presença na propriedade do pastor com a prática de exercício físico.

Ontem, o Tribunal de Loures considerou que "não existe qualquer prova quanto ao reconhecimento" feito quer pelo queixoso Mário Abrantes, quer por uma sua vizinha, e deixou Alcides Pinto ir "à sua vida".

O ex-responsável pela divisão de Fiscalização Urbanística da Câmara de Odivelas mostrou-se satisfeito com a sentença, considerando que se tratava "de uma mentira e uma cabala", mas quer agora que se faça justiça. Assim, acusa um seu subordinado na autarquia de Odivelas de ser o autor da denúncia. É "uma vingança motivada por um processo disciplinar aplicado por mim contra aquele funcionário", acusa o arquitecto, que passa agora a acusador num outro processo.

Mário Abrantes, que movia o processo contra Alcides Pinto, diz estar ainda a pensar se vai recorrer da sentença. "É encontrado dentro do que é meu e ainda é absolvido? Agora, o que é que vou fazer, perder mais tempo?", disse. O Ministério Público também não adiantou se vai ou não optar por interpor recurso.

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