Apesar de a sua largura não exceder os 85 quilómetros, o estreito de Bering - que separa o cabo Dezhnev, na Sibéria, do cabo Príncipe de Gales, o ponto mais ocidental da América do Norte - teve uma influência decisiva nas variações do nível do mar, entre os 20 e os 30 metros, ocorridas nas eras glaciares. É isso que afirma um estudo publicado na revista Nature Geoscience, na qual os investigadores afirmam, com base em simulações feitas em computador, que o estreito teve um "efeito de barreira", regulando o fluxo das trocas de água entre o Pacífico e o Atlântico. Acredita-se também que - quando congelado -, este estreito, baptizado em homenagem ao dinamarquês Vitus Bering, terá permitido a migração para a América do Norte dos antepassados dos povos indígenas deste continente.