Entretanto, em França, o suicídio...

Publicado a
Atualizado a

Haverá, no próximo ano, eleições em França. Se bem entendi, há um tipo de direita que é o último dique contra a inundação de uma herdeira de extrema-direita. O meu prognóstico? Não dou, prefiro ensinar a pescar. Então, é o que se segue. O jornal Libération, de esquerda, que daqui a meses, caso a suposição geral se confirme, vai exigir um sobressalto contra a tal herdeira, publicou, ontem, um artigo, assim intitulado: "Que fazer dos três franceses desertores do Estado Islâmico presos na Síria?" Os três são um casal e uma mulher, jihadistas franceses que foram para Raqqa para o paraíso. Encontraram-no: sírias chicoteadas por usarem roupa errada, casais lapidados nas praças, homossexuais lançados de prédios, ímpios crucificados à porta de casa, meninas violadas, vendidas, violadas. Os carrascos eram os correligionários dos três jihadistas franceses. Estes partiram de Nîmes e de Marselha para lhes dar uma mãozinha. Agora, Raqqa já não é tão paraíso como isso, o Estado Islâmico pode ser expulso de lá e os três tentaram fugir para a Turquia para regressar a França. Foram apanhados por um outro grupo rebelde sírio, o ASL. E chegámos à pergunta lancinante do citado título, e à interpelação do jornal ao governo francês por não defender os seus concidadãos, "ignorados por Paris". Lido isto, e tendo em consideração que a herdeira não é das graças do Libération, porque precisará ela de amigos se tem um tal jornal como inimigo?

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt