O primeiro-ministro mantém a posição sobre a comissão parlamentar de inquérito e vai esperar pelo "termo dos seus trabalhos e respetivas conclusões"..A notícia é esta sexta-feira avançada pelo jornal Observador, que cita uma nota enviada pelo gabinete de António Costa. "O primeiro-ministro também entende que, por respeito para com a Comissão Parlamentar de Inquérito, deve aguardar o termo dos seus trabalhos e as respetivas conclusões", pode ler-se..João Galamba referiu esta quinta-feira que havia informado o líder do governo do contacto com o SIS, numa chamada telefónica, em aparente contradição com o que o primeiro-ministro havia dito anteriormente. Confrontado com esta situação, o gabinete do PM respondeu apenas que o "primeiro-ministro já disse qual era o seu entendimento sobre o caso e nada mais tem a acrescentar"..O gabinete de Costa havia indicado a 1 de maio que o primeiro-ministro "não foi nem tinha de ser informado nem tomou qualquer diligência" junto do SIRP. No mesmo dia, Costa disse à RTP repetiu a resposta e disse que "ninguém do governo deu ordens para o SIS fazer isto ou aquilo". "Não houve nenhuma ordem aos serviços de informação nem por parte de um membro do governo nem por parte de São Bento", reiterou..Galamba disse esta quinta-feira que reportou ao primeiro-ministro, António Costa, já perto da 01:00 da manhã de 27 de abril os acontecimentos no Ministério e lhe contou "que tinha sido ligado ao SIS", chamada que aconteceu horas depois de uma primeira tentativa de contacto em que o chefe do executivo não atendeu..O ministro confirmou a versão transmitida na véspera pela sua chefe de gabinete - que terá sido Eugénia Correia a reportar ao SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa) e depois contactada pelo SIS --, mas garantiu que não lhe transmitiu qualquer instrução para ligar às 'secretas'..Os incidentes de 26 de abril estão relacionados com Frederico Pinheiro, ex-adjunto do ministro, e envolvem denúncias contra o ex-adjunto por violência física no Ministério das Infraestruturas e o alegado furto de um computador portátil, já depois de ter sido demitido, caso que está a ser investigado pelo Ministério Público.