A 19 de janeiro de 1919, o DN dava conhecimento das negociações que decorriam na Conferência de Paz em Paris, que já ia no seu segundo dia. "A caminho da Paz", lia-se na primeira página, na qual ficaram inscritas "notas económicas e financeiras" sobre este encontro das potências vencedores da Primeira Guerra Mundial, no seu rescaldo..Iniciada a 18 de janeiro, a conferência visava criar um novo quadro diplomático e internacional depois da vitória de uns - os Aliados - e derrota de outros - os impérios centrais: Alemanha, Império Austro-Húngaro, Império Otomano e Bulgária. O encontro contou com a presença de representantes de mais de 30 países, embora as negociações tenham sido dominadas politicamente pelas quatro potências: EUA, França, Inglaterra e Itália..Ao todo, foram redigidos cinco tratados de paz, definindo indemnizações e cedências territoriais entre os vários países. O território alemão, por exemplo, foi desmilitarizado e as suas colónias repartidas entre a França e a Grã-Bretanha. À semelhança do que aconteceu com o Império Otomano, no Médio Oriente..Deste encontro saiu o primeiro rascunho daquilo que seria a Sociedade das Nações, fundada oficialmente um ano depois, a 10 de janeiro de 1920. Esta sociedade, guiada pelos princípios de paz conhecidos como os Catorze Pontos (idealizados pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson), era um mecanismo internacional responsável por manter a paz entre todos os países, de forma a evitar que um novo conflito mundial se gerasse - que não conseguiu evitar..Devido ao apoio que Portugal prestou aos Aliados durante a Primeira Guerra Mundial, o país marcou presença na Conferência de Paris, em 1919, com uma delegação composta por António Caetano, Egas Moniz, Afonso Costa, João Chagas e Teixeira Gomes. Para casa, levou uma pequena indemnização da Alemanha e a preservação das suas colónias.