Genética. Um estudo liderado por cientistas dos EUA conseguiu obter as duas primeiras sequências completas do genomas mitocondrial do extinto tigre-da- -tasmânia. Podemos estar a um passo da clonagem.Ajudar a prevenir extinção de espécie em perigo.Um estudo genético do extinto tigre-da-tasmânia - de nome científico Thylacinus cynocephalus -, levado a cabo com espécies preservadas em museus pode ajudar a explicar as razões do seu desaparecimento. Mas os investigadores querem ir mais longe. Stephan Schuster, da universidade estatal da Pensilvânia, nos EUA, acredita que, com menos de um milhão de dólares, será possível identificar o genoma do animal, o que irá reavivar, admite, a discussão sobre a sua possível ressurreição..No trabalho, publicado no jornal Investigação do Genoma e que envolveu investigadores europeus e americanos, Stephan Schuster ordenou todos os genes do DNA mitocondrial do tigre-da-tasmânia. .Recorreram a material genético obtido em pêlos de um macho que morreu no jardim zoológico de Washington, nos EUA, em 1905, e de uma fêmea que morreu no zoo de Londres em 1893. Outros cientistas haviam extraído material genético de amostras em museus, mas, até agora, o equipamento disponível não tinha potência para obter tanto DNA como o que a equipa de Schuster reporta na publicação. ."É realmente fantástico. Só tenho pena que não tenha sido feito na Austrália", disse a especialista em genética Karen Firestone, citada pelo The Australian. Já Mike Archer, professor de Ciência da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, felicita o trabalho: "Com odesenvolvimento tecnológico, o que foi um dia um objectivo absurdo parece hoje menos absurdo. A questão agora é que grupo é susceptível de trazer de volta o primeiro animal extinto." Muito se tem especulado sobre a possibilidade de o tigre-da-tasmânia ser o melhor candidato à clonagem, por exemplo..Mas a equipa de Schuster garante que as suas motivações são diferentes. "O nosso objectivo é aprender a prevenir a extinção de espécies em perigo", assegura Webb Miller, professor na universidade da Pensilvânia, citado pela BBC News. Participaram ainda neste trabalho de investigação cientistas de Espanha, Alemanha, Reino Unido e Suécia.