Austríaca detida por fechar filho em casota para cães

A mulher terá torturado o filho desde o início de setembro até ao final de novembro de 2022, batendo-lhe repetidamente e fazendo-o passar fome, amarrando-o, fechando-o numa casota para cães e deitando-lhe água em cima.
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Uma mulher austríaca está a ser investigada por tentativa de homicídio e tortura do próprio filho, de 12 anos. Ao que tudo indica, a suspeita terá fechado a criança numa pequena jaula para cães e de o ter exposto a temperaturas negativas, informaram as autoridades na terça-feira.

O caso provocou um escândalo público na Áustria quando foi tornado público no início desta semana, na sequência da decisão do Supremo Tribunal de Justiça, no final de maio, de rejeitar a queixa da mulher contra a sua detenção durante vários meses.

A mulher de 32 anos "continua detida e espera-se que a investigação termine no final do verão, com uma possível acusação", disse na terça-feira à AFP Johann Baumschlager, porta-voz da polícia da província da Baixa Áustria.

A mulher está em prisão preventiva em Krems, a oeste de Viena, desde novembro do ano passado, depois de uma assistente social ter chamado uma ambulância à casa, a 22 de novembro, para que o rapaz em coma e com hipotermia que lá encontrou fosse levado para o hospital. As autoridades austríacas, que enviaram a assistente social à casa, terão sido informadas pelo pai do rapaz, que vive separadamente.

O hospital apresentou queixa criminal, o que levou à detenção da mulher no dia seguinte.

A mulher é suspeita de ter molhado o filho com "água fria várias vezes por dia, abrindo as janelas do apartamento durante várias horas a temperaturas negativas", o que fez com que a sua temperatura corporal descesse para 26,8 graus Celsius.

Devido a uma subnutrição grave, o rapaz entrou em coma, o que resultou numa "situação aguda de risco de vida" antes de os serviços de socorro serem notificados pela assistente social, segundo a decisão do Supremo Tribunal. O estado físico do rapaz melhorou entretanto, mas "do ponto de vista psicológico ainda está devastado", disse Baumschlager à AFP.

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