André Silva foi herói e evitou uma batalha em Budapeste

Seleção mantém a esperança de ganhar o grupo, depois de vencer na Hungria por 1-0. Golo eliminou o jogo duro dos húngaros
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Missão cumprida. A seleção nacional está a seis pontos do apuramento direto para o Mundial 2018 depois de ontem ter ido a Budapeste vencer a Hungria, por 1-0, graças a um golo de André Silva no início da segunda parte. Portugal mantém-se assim a três pontos da líder Suíça, que foi à Letónia vencer por 3-0 (um golo do benfiquista Seferovic). Assim sendo, tudo se irá resolver no último jogo, a 10 de outubro, com os helvéticos, no qual uma vitória significará o passaporte para a Rússia.

Este era o jogo teoricamente mais perigoso de Portugal nesta reta final da qualificação e Fernando Santos tinha avisado para os perigos que a equipa poderia enfrentar, mas a verdade é que a seleção nacional entrou de forma fantástica na partida, remetendo a equipa da casa à sua defesa através de uma pressão muito alta, que permitia recuperar a bola rapidamente. A bola ia rondando a baliza de Gulácsi, várias vezes com perigo, e aos poucos os húngaros foram-se enervando, começando a jogar mais duro, com diversas entradas que iam merecendo a complacência do árbitro. Só que aos 30 minutos, o holandês Danny Makkelie não perdoou uma cotovelada do avançado Priskin em Pepe. A expulsão foi justa, mas desencadeou um final de primeira parte que mais parecia uma batalha, na qual os portugueses se sentiram bastante desconfortáveis.

Temia-se que essa dureza continuasse no segundo tempo e que a seleção nacional não encontrasse forma de lidar com ela. Só que logo nos primeiros minutos surgiu o antídoto para todo o ambiente que estava criado. João Mário lançou Ronaldo, que cruzou para André Silva desviar quase em cima da linha de golo para o 1-0. O avançado do AC Milan fazia o seu sétimo golo em oito jogos de qualificação para o Mundial da Rússia e, na prática, destroçava a seleção húngara que, a jogar com dez elementos apenas, estava obrigada a dar a volta no marcador para ainda sonhar com o apuramento e a tarefa não era fácil.

E a verdade é que, tirando um remate de Pátkai aos 50 minutos, a Hungria revelou-se incapaz de contrariar a grande capacidade de Portugal em baixar drasticamente o ritmo do jogo e de manter a posse de bola. Foi de tal forma que os jogadores portugueses foram trocando a bola entre si no meio-campo contrário, preferindo mantê-la em sua posse do que arriscar o remate. A prova disso é que na primeira a equipa das quinas fez 16 remates, enquanto após o golo de André Silva só o tentou por... cinco vezes, terminando o jogo com 64% de posse de bola.

Um susto a acabar

É óbvio que havia um certo risco nesta estratégia, sobretudo se numa bola parada os húngaros conseguissem empatar. E Fernando Santos terá apanhado um valente susto na última jogada da partida, já depois de Fiola ter evitado que Ronaldo fizesse o 2-0. Foi precisamente num livre direto de Dzsudzsák, que Fiola cabeceou sozinho no coração da área, valendo que a bola foi ter com Rui Patrício.

O apito final foi um enorme suspiro de alívio entre os portugueses, que conquistaram a sétima vitória consecutiva na fase de apuramento, tendo Fernando Santos igualado o seu melhor registo de jogos seguidos sem perder: nove. Agora, na pior das hipóteses, o play-off está garantido, mas o primeiro lugar é o grande objetivo dos campeões da Europa.

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