Altice Portugal investe 3 milhões de euros em Altice LdV

Novo Centro de Interligação de Redes Internacionais vai permitir a interligação, aberta e neutral, de operadores a redes locais e globais.
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Ser uma alternativa aberta e neutral para a interligação de redes nacionais e internacionais em Portugal, oferecendo escala e competitividade à Área Metropolitana de Lisboa. Este é o objetivo do novo Centro de Interligação de Redes Internacionais - designado por Altice LdV - que a Altice Portugal acaba de inaugurar em Linda-a-Velha.

O espaço, inserido num campus que ocupa uma área total de 11 000 metros quadrados, é composto por um edifício de 3000 metros quadrados, readaptado e alimentado por energia 100% renovável. Na verdade, o atual complexo foi um dos primeiros centros de telecomunicações da antiga Marconi, pelo que dispõe de todas as características técnicas e tecnológicas de fiabilidade, redundância e segurança necessárias e exigidas a uma infraestrutura crítica.

Como explica a Altice Portugal, a escolha de Linda-a-Velha para a localização do novo Centro de Interligação de Redes Internacionais passou por um processo rigoroso de seleção. A favor estiveram fatores como a reabilitação de uma infraestrutura existente, numa ótica de sustentabilidade; a proximidade a infraestruturas internacionais relevantes, como as estações de cabos submarinos de Carcavelos, Seixal e Sesimbra, o Centro de Satélites de Alfouvar ou o Data Center do Prior Velho; estar localizado na zona metropolitana de Lisboa; e existir potencial como nó da rede internacional da Altice.

O Altice LdV implica um investimento superior a três milhões de euros, cofinanciado pela União Europeia. O mesmo tem como objetivo alojar redes nacionais e internacionais de telecomunicações, alavancando a facilidade de interconexão entre a instalação e as estações de amarração de cabos submarinos, teleportos, redes terrestres de longo curso e outros centros de dados. A sua existência não só reforça o papel da Altice Portugal no panorama das comunicações internacionais, como é um testemunho do seu know-how, capacidades técnicas e competências especializadas. Fatores que têm permitido a atração de investimento estrangeiro na indústria mundial dos cabos submarinos ou dos satélites de telecomunicações.

"A localização geográfica do país e a aceleração dos hábitos de consumo digital transformam-nos num polo de atração de investimento no setor das telecomunicações", constatou Ana Figueiredo, CEO (chief Executive Officer) da Altice Portugal, que lembrou que Portugal é o 6.º destino europeu de investimento direto estrangeiro, onde o fornecimento de Serviços Públicos, os serviços empresariais e das telecomunicações lideram. Neste cenário, a Altice Portugal "continua a ser um player com enorme relevância", tendo investido nas redes de fibra ótica e nas redes móveis, a um ritmo de 500 milhões de euros/ano.

"Portugal tem, a partir de hoje, neste centro, um segundo centro de interligação de redes internacionais", constata Ana Figueiredo, acrescentando que na "gíria" se designa de Carrier House, e que será gerida pela equipa da Altice Wholesale Solutions.

A CEO da Altice Portugal afirmou ainda que, numa primeira fase, o Centro vai criar 10 novos postos de trabalho especializados. Algo que, revelou, acredita que possa vir a aumentar num futuro próximo.

Ana Figueiredo apontou ainda que são espaços como o inaugurado centro que permitem que as cidades europeias se estabeleçam como hubs globais. "Este novo Centro, em Linda-a-Velha, vem adicionar escala, diversidade e competitividade, tornando Portugal mais atrativo na conectividade de grande alcance", afirmou.

A par disso o centro contribui, igualmente, "para o sucesso digital da Europa, onde estas infraestruturas são um elemento-chave". A prova é que o Conselho Europeu de 2020, lembrou a CEO da Altice Portugal, concluiu que, para ser digitalmente soberana, a União Europeia deve construir um mercado único, verdadeiramente digital, reforçar as suas capacidades para definir as suas próprias regras, fazer escolhas tecnológicas autónomas e conseguir desenvolver e implementar capacidades e infraestruturas digitais estratégicas. "Com investimentos como este, a União Europeia terá, também, o potencial para se tornar uma plataforma de dados de classe mundial", acrescentou, referindo ainda que a Altice Portugal considera "esta Carrier House uma infraestrutura crítica para a conectividade e resiliência das redes de telecomunicações no país, na Europa e no mundo". Assim como o grau de compromisso do grupo com Portugal.

Sobre a decisão da Altice Portugal de abrir este centro no Concelho de Oeiras, Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal, referiu que, "hoje em dia procuramos que as empresas de base tecnológica, instituições científicas de educação, etc., venham para Oeiras, porque encontram em Oeiras um território, um ambiente saudável que permite a interação entre as empresas e, naturalmente, o desenvolvimento de riqueza e de talento". O autarca realçou a importância qualitativa do investimento levado a cabo pela Altice Portugal, lembrando que a empresa tem tido um papel importante não só no desenvolvimento tecnológico, mas, também, na fixação de emprego qualificado.

Alexander Freese, COO (chief Operations Officer) da Altice Portugal, por seu lado, lembrou que o lema da Altice Wholesale Solutions é "a porta de entrada para a Europa", reforçando que a empresa é o principal player a nível nacional o que concerne aos cabos submarinos.

"O país aposta, de forma inequívoca, na transição digital, na conectividade, no processamento de dados, como vetor de desenvolvimento e de investimento em Portugal e de criação de emprego e está 100% comprometido em, partindo da realidade que já temos, olhar para este setor como um vetor fundamental de desenvolvimento económico, inovação e investimento", referiu João Galamba, ministro das Infraestruturas. O governante acrescentou ainda que "a nossa localização física tradicional tornaria sempre Portugal num destino bastante competitivo em investimentos desta natureza, no contexto atual".

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