Premium O pombo-correio é tão rápido que seria multado numa autoestrada

Já foram usados em guerras, por causa do sentido de orientação e pela velocidade, mas em tempos de paz o pombo-correio é a estrela de um desporto chamado columbofilia.

Quando Armando, um pombo-correio belga, foi comprado em 2019 por mais de um milhão de euros por um chinês a columbofilia de repente tornou-se notícia. Mais uma mania dos chineses, agora mais ricos do que nunca, pensaram muitos. Mas a mim, filho de um columbófilo de Setúbal, há muito que me fascinam estes animais e a capacidade de percorrerem centenas de quilómetros até casa. E na realidade já os antigos egípcios os usavam.

Nos concursos ditos de velocidade, ou seja até 300 quilómetros, podem fazer médias a rondar os 130 km/h, mais do que o limite de velocidade nas autoestradas. E mesmo largados de mais longe, como os 700 e tais quilómetros desde Saragoça, continuam a exibir uma velocidade extraordinária. "Cheguei a receber pombos às três ou quatro da tarde que tinham sido soltos às seis da manhã de Saragoça ou de Valência", diz-me o meu pai, que vai em meio século de columbofilia, pois tem 70 anos e "antes de ir para o Ultramar já andava nisto".

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