Autoridades alertam para provável aumento de doenças em Pedrógão

Poderá haver um aumento de doenças respiratórias, cardíacas e "descompensações", diz o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro

O presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), José Tereso, alertou hoje para a possibilidade de aumento de "fatores de morbilidade" na zona afetada pelo incêndio que começou em Pedrógão Grande no dia 17 de julho.

"É previsível que haja um aumento de doenças. Por isso, lançamos um apelo para que todos os utentes passem pelo médico de família para fazerem a sua revisão", disse à agência Lusa o presidente da ARSC, na sequência do incêndio que começou em Pedrógão Grande e que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

Segundo José Tereso, poderá haver um aumento de doenças respiratórias, cardíacas e "descompensações". O responsável sublinhou que chegou no sábado, a Pedrógão Grande, distrito de Leiria, uma unidade móvel de saúde pública, que também vai alertar as populações para se deslocarem ao centro de saúde.

A unidade móvel, que está no Centro de Saúde de Pedrógão Grande, vai começar a deslocar-se, "de local a local", a partir de segunda-feira.

A equipa conta com "médicos de saúde pública, técnicos de saúde ambiental e outros profissionais", que vão fazer um estudo "para prevenção de doenças das populações" e identificar situações de insalubridade, informou o responsável da ARSC.

"Vão verificar se alguém se abastece de água que não seja tratada, se os alimentos vêm de zonas contaminadas, entre outras situações", contou.

De acordo com José Tereso, na segunda-feira, a administração regional coordena uma reunião em Pedrógão Grande, "com vários participantes das estruturas que têm atuado no terreno, bem como algumas estruturas de apoio e de coordenação de nível nacional", para ser feita uma programação "da próxima fase" de apoio à região afetada.

O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto uma semana depois.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios na região Centro corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra e Penela.

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