Como ajudar os bombeiros que combatem o fogo em Pedrógão Grande

Quartéis em todo o país recebem mantimentos que enviam para os locais mais afetados. Presidente da Liga de Bombeiros pede fruta e barras energéticas

Nesta altura, muitos portugueses começam a mobilizar-se para que a ajuda chegue a Pedrógão Grande, onde ainda lavra o incêndio que fez mais de meia centena de vítimas mortais.

Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, sugere a entrega de barras energéticas e de fruta, nomeadamente bananas e laranjas. "Davam muito jeito", diz ao DN, acrescentando que as dádivas podem ser entregues nos quartéis de bombeiros de Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande, Castanheira de Pera ou Alvares, no concelho de Góis. Jaime Marta Soares dirige o apelo particularmente às pessoas que se encontrem nesta região, pela maior facilidade em fazer chegar rapidamente os bens alimentares a quem necessita. Centenas de bombeiros combatem as chamas há muitas horas, pelo que neste momento a ajuda mais premente é para os soldados da paz.

O Corpo de Bombeiros Voluntários de Lisboa também agradece o apoio e garante que fará chegar a quem está a combater os fogos - que lavram por todo o país, apesar de ser a situação de Pedrógão Grande a mais gravosa - toda a ajuda.

Quem quiser enviar água ou outros produtos alimentares não perecíveis, poderá entregá-los diretamente nas instalações, no Largo Barão Quintela, em Lisboa. Fonte dos bombeiros explicou ao DN que ainda não existe uma iniciativa organizada a nível nacional mas que muitos quartéis por todo o país estão já a receber doações espontâneas, pelo que basta seguir o exemplo.

No Facebook, por exemplo, os Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos também agradecem mantimentos e asseguram que irão enviá-los para o teatro de operações.

O presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, anunciou entretanto no Facebook que a autarquia transportará para Pedrógão Grande as doações dos munícipes, que podem ser entregues em qualquer quartel de bombeiros do município de Oeiras.

Já na tarde deste domingo, Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas portuguesa, anunciou que a organização vai disponibilizar 200 mil euros para as vítimas dos incêndios e apelou às seguradoras para assumirem os compromissos e não se refugiarem em burocracias.

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