Árvore artificial purifica o ar como um bosque inteiro

O projeto, que já existe em várias cidades, mede a poluição e filtra as impurezas

Uma árvore artificial que ajuda a reduzir a contaminação atmosférica é uma nova aposta para combater a poluição. Esta árvore recebeu o nome de CityTree, a árvore da cidade, por estar concentrada numa estrutura móvel que pode ser instalada em qualquer local.

Não tem tronco nem ramos, pois não se trata de uma árvore comum mas de uma cultura de musgo. Liang Wu, cofundador da Green City Solutions, empresa que criou a CityTree, explica que "o musgo consegue armazenar todas as partículas da poluição e usá-las como nutrientes". "As culturas de musgo têm uma área de superfície de folhas muito maior do que qualquer outra planta. Isso significa que podemos capturar mais poluentes", acrescenta Zhengliang Wu, membro da Green City Solutions. Por estar habituado a lugares com menores quantidade de terra e por ser uma planta com boas capacidades de filtrar o ar, o musgo atua em diversas cidades como um purificador do ar, eliminando a poluição.

A CityTree foi desenvolvida por designers em Berlim e tem como objetivo combater a poluição atmosférica nas cidades, um dos graves problemas ambientais da atualidade. Mais de 80% das pessoas que vivem em áreas urbanas estão expostas a níveis de qualidade do ar que ultrapassam os valores máximos estipulados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Previsões indicam que em 2050 dois terços da população mundial vão viver em zonas urbanas, sendo a limpeza do ar das cidades prioritária. A OMS estima em sete milhões as mortes prematuras por ano causadas pela poluição.

Esta árvore artificial absorve dióxido de nitrogénio e partículas microscópicas do ar equivalente a 275 árvores naturais, de acordo com os seus criadores. Uma só parede de musgo instalada numa cidade equivale a um bosque, conseguindo recolher 250 gramas de partículas por dia e armazena 240 toneladas métricas de CO2 por ano.

A CityTree já foi instalada em 25 cidades e a sua instalação demora seis horas. A árvore inclui sensores que controlam a humidade do solo, a temperatura do ar e a qualidade da água e está equipada com painéis solares que reservam eletricidade e um reservatório para aproveitar a água da chuva, que é posteriormente bombeada para o solo. Esta árvore avalia ainda a qualidade do ar no momento e a sua eficácia na filtragem dos compostos poluentes.

Gary Fuller, especialista em poluição do ar no King"s College London, classifica este projeto como muito ambicioso. O custo inicial da instalação desta árvore artificial é de cerca de 24 mil euros, valor muito superior aos cerca de 800 euros de custo por década da plantação de uma árvore.

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