Passos admite "muitos erros" da troika e do governo anterior

O ex-primeiro-ministro afirmou que o novo governo remove políticas de austeridade graças ao sucesso do programa PSD/CDS

O antigo primeiro-ministro admitiu hoje, em Bruxelas, perante uma plateia de social-democratas que, tanto a troika, como o governo que ele liderou cometeram "muitos erros" durante o programa de ajustamento. Mas, Passos Coelho entende que foram as políticas adotadas naquela altura que permitiram que "no ano passado" o governo PSD/CDS-PP começasse a "remover as medidas de austeridade".

"Não fui eu, como primeiro-ministro, a iniciar as políticas de austeridade. Mas, também não foi preciso esperar por um governo socialista para começar a remover a austeridade. Fomos ainda nós, no ano passado, que gradualmente começámos a remover as medidas de austeridade", afirmou Passos Coelho.

"A troika cometeu muitos erros, como nós cometemos muitos erros. Mas quer a troika, quer nós procurámos sempre fazer aquilo que era preciso para responder aos problemas que existiam", disse o antigo chefe de governo, defendendo que foram as políticas seguidas anteriormente que conduziram a que fosse "possível" remover austeridade.

"Os atuais governantes removem políticas de austeridade porque isso é possível. E, é possível porque nós fomos bem-sucedidos", concluiu, consideram do que se trata da "prova dos nove, em como realmente nós fechamos esse processo de uma forma bem-sucedida".

A falar em Bruxelas, na sede do Partido Popular Europeu, para uma plateia de social-democratas, apoiantes da sua recandidatura à liderança do PSD, Passos Coelho considerou que para "mudar a página" da austeridade é preciso avaliar prós e contras.

"A questão é saber se no afã de quer voltar essa página não tropeçamos e não temos de voltar atrás", afirmou.

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