Ministro pede serenidade até perceber o que aconteceu em Espanha

Ministro da Educação disse que é preciso apurar o que realmente aconteceu

O ministro da Educação afirmou hoje que o caso de alegados danos causados por estudantes portugueses num hotel em Espanha está a ser "seguido com atenção" - tal como o DN já tinha avançado - e que é precisa "alguma serenidade" e entender o que "aconteceu verdadeiramente".

Em declarações aos jornalistas à margem do encontro de alunos de bioquímica na Universidade do Minho, em Braga, Tiago Brandão Rodrigues lembrou que ainda "está por apurar" o que aconteceu.

No sábado, um grupo de mais de 800 estudantes portugueses do ensino secundário foi expulso do Hotel Pueblo Camino Real, perto da cidade de Málaga, por alegados atos de vandalismo.

"São organizações por parte de estudantes. Estes episódios e o que aconteceu verdadeiramente estão por apurar. Temos seguido com atenção e a todos nos preocupam situações desta natureza", afirmou hoje Tiago Brandão Rodrigues.

Para o titular da pasta da Educação é preciso "ter alguma serenidade, entender o que aconteceu e entender, acima de tudo, como é que no futuro possam não acontecer situações similares".

Os estudantes portugueses do ensino secundário estavam no hotel durante uma viagem de finalistas.

Uma fonte da polícia em Torremolinos disse no fim de semana à agência noticiosa Efe que as autoridades tiveram de atuar em várias ocasiões naquele hotel onde estavam instalados os jovens portugueses.

Segundo o jornal espanhol El Pais, os jovens foram expulsos pela direção da estância balnear depois de terem "destruído azulejos, atirado colchões pelas janelas, esvaziado extintores nos corredores do hotel e colocaram uma televisão na banheira", entre outros danos.

O hotel confirmou o incidente, tendo remetido explicações para uma conferência de imprensa agendada para hoje e que foi, entretanto, cancelada.

A polícia espanhola avançou hoje ter recebido duas denúncias e iniciado a investigação sobre os alegados danos.

Uma das proprietárias da agência de viagens que promoveu a viagens de finalistas dos portugueses a Torremelinos acusou hoje o proprietário do hotel de "má-fé" por recusar mostrar os alegados estragos provocados pelos estudantes no local.

Em declarações à Lusa, Inês Mota, uma das sócias da agência de viagens Slide in Travel, que organizou a viagem de finalistas dos estudantes portugueses àquela estância balnear espanhola, explicou que o proprietário do hotel não deixou os representantes da agência entrarem "no local para aferir os alegados estragos".

O hotel localiza-se em Los Álamos, uma zona de Torremolinos, perto de Benalmádena.

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