16 dias de ativismo e mais além

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A nível mundial, estima-se que uma em três mulheres será alvo de abusos físicos ou sexuais ao longo da sua vida. Os estudos mostram que a violência contra as mulheres tem custos tremendos tanto a nível emocional como a nível económico. O Banco Mundial tem demonstrado que a violência contra mulheres leva à diminuição do PIB, a maiores custos na área da saúde, à perda de rendimentos para as mulheres e para as suas famílias e a uma redução de produtividade.

Tanto a história como os dados disponíveis revelam que quando as mulheres conseguem ser mais bem-sucedidas, países inteiros tornam-se mais bem-sucedidos também. Por conseguinte, quando as mulheres têm vivências dificultadas, também as suas respetivas comunidades e países vão ser afetados negativamente. É por esta razão que a violência com base no género é uma questão que exige ação rápida, imediata e unida da parte de todos nós.

Todos os anos, no dia 25 de novembro, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra Mulheres, é lançada a campanha 16 Dias de Ativismo contra a Violência de Género, que termina a 10 de dezembro, no Dia dos Direitos Humanos. Esta campanha é uma oportunidade para cada um de nós - homens e mulheres, meninos e meninas, representantes do governo e líderes comunitários - tomar medidas concretas para acabar com a violência contra mulheres.

No limite, a violência de género só irá acabar quando mulheres e meninas forem inteiramente valorizadas e possam participar e contribuir para a sociedade de forma plena. Os EUA estão empenhados em fazer parte do esforço global para prevenir a dar resposta à violência de género. Pelo mundo fora, os EUA apoiam projetos para sensibilizar, disseminar informação entre responsáveis políticos, formar prestadores de serviços, bem como fomentar a justiça e a cultura da responsabilização.

Neste ano, a Embaixada dos EUA em Lisboa tem trabalhado de perto com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) de forma a reforçar a sua capacidade de apoiar vítimas, e também para perceber melhor a dimensão da violência de género em Portugal, bem como os recursos disponíveis para combater este terrível flagelo. Tivemos também o privilégio de trabalhar com a Federação Portuguesa de Futebol e a seleção nacional masculina, para divulgar a mensagem de que tanto homens como meninos têm de fazer parte da solução, e tomar uma posição clara contra a violência doméstica. Foi com este objetivo que no dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação de Violência contra Mulheres, a Embaixada dos EUA lançou um vídeo online no qual teve o apoio da seleção nacional. (https://youtu.be/NlLdrdzjpn8)

A violência não é inevitável - e cada um de nós pode fazer algo para pôr-lhe fim. Apoiar vítimas dando-lhes ouvidos e acreditando nelas. Capacitar as mulheres à nossa volta para serem corajosas e fazerem-se ouvir. Educar homens e meninos a apoiar mulheres e meninas, e a imporem-se sempre que presenciarem ou ouvirem falar em situações de violência. Partilhar informação sobre onde as vítimas podem procurar assistência: ligando 116 006, de segunda a sexta, das 09.00 às 19.00, ou através do site www.apav.pt, por exemplo.

Tal como disse a nossa embaixadora itinerante para Questões de Mulheres, Catherine Russell, "Nós, no Departamento de Estado, acreditamos que desenvolver o estatuto de mulheres e meninas a nível mundial não é apenas a opção certa, é também a opção mais inteligente." Espero que se juntem à Embaixada dos EUA para fazerem algo para combater a violência de género durante estes 16 dias e mais além.

Ministra Conselheira da Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa

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