As japonesas do fundo do mar

A realizadora portuguesa Cláudia Varejão.

Quando se cruzou com a excecional história das mulheres japonesas que mergulham em apneia para pescar no fundo do mar, Cláudia Varejão soube que tinha de filmá-la. Mas Ama-San é um filme sobre a normalidade. A normalidade de mulheres que são heroínas - no mar, onde arriscam a vida, e em terra, aonde voltam para vivê-la.

Quando as ama-san mergulham em direção ao fundo do mar, fazem-no com a normalidade rotineira de um trabalhador citadino que usa os transportes públicos até ao seu destino. Nem o mergulho é um mergulho, antes um salto pouco espetacular, sem artifícios olímpicos e antecedido de uns comentários jocosos sobre o tempo que falta até ao almoço. Uma por uma, as ama-san vão desaparecendo sem despedidas, como se submergir fosse tão natural quanto respirar. Afinal, este é seu o trabalho, o sustento das suas famílias, a tarefa que tem de ser feita. Quando as vemos assim, comportando-se mecanicamente, quase esquecemos que são as míticas ama-san, as mergulhadoras que passam largos segundos no fundo do oceano sem garrafas de ar comprimido, em busca de algas, ouriços e abalones.

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