Proterris e Alfama concluem fusão na área de terapia com monóxido de carbono

As duas empresas da área da saúde Proterris e Alfama concluíram hoje a sua fusão, transformando-se no líder mundial em terapias com monóxido de carbono para doenças crónicas e agudas, anunciaram em comunicado.

No documento, a Proterris, empresa dedicada a terapias que utilizam doses baixas de monóxido de carbono, anuncia ainda a abertura da sua subsidiária europeia em Lisboa e explica que adquiriu os ativos da Alfama, uma das primeiras empresas portuguesas de biotecnologia "na área das moléculas libertadoras de monóxido de carbono, considerados os mais extensos neste campo".

Ou seja, comprou todas as subsidiárias da Alfama, incluindo a Alfama Investigação e Desenvolvimento de Produtos Farmacêuticos, sedeada em Oeiras, perto de Lisboa, que passará a ser chamada Proterris (Portugal).

Depois da aquisição, a Proterris irá desenvolver uma colaboração com o professor, investigador pioneiro e um dos inventores da tecnologia da área das moléculas libertadoras de monóxido de carbono (CORM) Carlos Romão, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa.

O presidente da Proterris, Jeffrey D. Wager, sublinhou a importância dos ativos da Alfama no campo das CORM, que "incluem excelentes candidatos ao desenvolvimento de novos medicamentos", e no documento, onde é citado, afirma que ao estabelecer a Proterris (Portugal), a empresa passa a estar "bem posicionada para apostar em atividades de angariação de fundos e parcerias na Europa, tanto no setor público como no privado".

Convém lembrar que Jeff Wager concebeu e estruturou um vasto leque de operações multinacionais de fusão e aquisição nos últimos anos no setor das ciências da vida.

O fundador e presidente da Alfama, Nuno Arantes-Oliveira, frisou também que "a fusão da Alfama com a Proterris representa um encaixe altamente estratégico e sinergístico entre duas empresas com objetivos comuns, bem como um aumento muito substancial do valor das posições detidas por ambos os grupos de acionistas".

Por sua vez, o presidente executivo da Portugal Ventures, Celso Guedes de Carvalho, um dos maiores acionistas da Alfama, considerou que a "operação demonstra como o apoio a investimentos de longo prazo - tendo em conta o tempo e capital necessários no sector da biotecnologia - permite que tecnologias disruptivas cheguem aos doentes".

"O caso da Alfama mostra que, quando a tecnologia é verdadeiramente inovadora e a equipa forte e resiliente, vale a pena esperar. Acreditamos que esta fusão, apoiada pela Portugal Ventures, vai aumentar significativamente a visibilidade internacional do emergente sector das ciências da vida em Portugal", diz Celso Guedes de Carvalho, citado no comunicado.

O documento dá conta de que a proposta de valor Proterris-Alfama para terapias com monóxido de carbono "está validada por mais de 22 milhões de dólares (cerca de 20,1 milhões de euros) em financiamento para três ensaios clínicos".

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular

Pub
Pub