Incêndios: Convocadas concentrações em Lisboa para pedir novas políticas

Dois grupos de cidadãos estão a convocar concentrações para reivindicar uma nova política florestal e de prevenção de incêndios nos próximos quatro domingos, em frente à Assembleia da República.

Organizada pelos movimentos 'Um ativismo por dia' e 'Reforma florestal já! Por Pedrógão, por Portugal', a manifestação reivindica que não ocorram "tragédias como a que aconteceu (e continua a acontecer) em Pedrógão Grande, nas florestas, matas e vales por todo Portugal", segundo um comunicado da organização.

Os organizadores defendem que se deve "acabar com a monocultura de eucalipto e pinheiro bravo" e que se deve apostar na biodiversidade.

"Não ao eucalipto, não ao pinheiro bravo!", destacou, em declarações à Lusa, Tânia Santos, do movimento 'Um ativismo por dia', acrescentando que o "eucalipto é uma lata de gasolina à espera de explodir numa floresta".

Os grupos reclamam, por isso, "mais carvalhos, mais bátulas, mais árvores bombeiras".

A profissionalização da carreira dos bombeiros, que "arriscam as suas vidas", também é visada nesta iniciativa, com os organizadores a reivindicarem melhores condições para quem exerce uma profissão "essencial para o país, tanto nos meses frios como nos quentes".

Os ativistas exigem ainda a "implementação de guardas florestais a vigiar e proteger o território português", bem como a recolha de biomassa (detritos das florestas) "como um serviço público, equipas especializadas a limpar e a preparar as florestas, matas e vales".

Outras das reivindicações é que as Forças Armadas "sejam incluídas no combate e prevenção dos incêndios, principalmente pela via aérea, em vez de contratarem empresas privadas para tal".

"Os nossos militares têm os meios, têm o conhecimento, pois são dados cursos de combate a incêndios, para combaterem. Temos aviões com sistemas de combate a incêndios a enferrujarem nas bases militares, preparados, mas sem autorização para sair", lê-se no comunicado divulgado.

Pedro Marques, outro dos organizadores do protesto, disse à agência Lusa que são esperadas "cerca de 200 pessoas" no evento e ressalvou que a manifestação não tem "qualquer associação a empresas ou partidos".

O primeiro protesto vai ocorrer neste domingo, pelas 18:00, em frente ao parlamento, em Lisboa.

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular

Pub
Pub