Presidente da CIP reforça ameaça: não há acordo para salário mínimo de 557 euros

António Saraiva

António Saraiva já defendeu que o salário mínimo em 2017 não deve chegar aos 550 euros

António Saraiva, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), garante que não haverá acordo na concertação social se o Governo insistir nos 557 euros de salário mínimo já em 2017. Num debate que será transmitido esta quarta-feira pela Antena 1, e no qual participa também Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, Saraiva repetiu o que já tinha dito em entrevista ao Diário de Notícias, no início de outubro: "Não estamos disponíveis para um acordo para a legislatura a não ser que o governo venha com condições que sejam muito favoráveis, para nos motivar para esse acordo."

Ao DN, Saraiva já tinha dito que a CIP estava disponível para um acordo em para toda a legislatura, conforme o Executivo prefere, mas "com um valor que tem de respeitar o que está acordado", admitindo que os indicadores apontam para um número "longe dos 557 euros" que o PS negociou com os partidos de esquerda. "Estarmos a aumentar salários, como está em cima da mesa, para 557 euros, isso representa 5% de aumento em relação ao valor atual do salário mínimo, que são 530", disse António Saraiva, assinalando que esse valor não corresponde àquele que será o crescimento da economia portuguesa.

Já Arménio Carlos, da CGTP, pretende rever e revogar o acordo que está em vigor desde 2012 - do Governo de Pedro Passos Coelho -, ainda que o representante da CIP defenda que este acordo seja revisto em sede de concertação social.

Recorde-se que António Saraiva tinha defendido, na entrevista ao DN, que segundo as contas da CIP o salário mínimo em 2017 não deveria chegar aos 550 euros.

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