Marques Mendes garante que governo leva reestruturação da TAP a votos

O antigo líder do PSD disse na SIC que o plano de reestruturação da companhia área portuguesa que será apresentado em Bruxelas na quinta-feira irá passar o crivo dos deputados. "Se for chumbado é o fim da TAP", vaticinou.

Luís Marques Mendes garantiu, no habitual comentário de domingo na SIC, que a reestruturação da TAP, depois de ter luz verde de Bruxelas, será submetido à aprovação da Assembleia da República. "Acho que é uma decisão correta, mas é arriscado. Como o Governo não tem maioria no Parlamento se o plano for chumbado, é o fim da TAP", disse. O PSD já terá tido conhecimento das intenções do governo para tornar a empresa viável, segundo o comentador político

O antigo líder social-democrata defendeu que a posição do governo, de tornar a TAP mais pequena, é ajustada e lembrou que o plano de reestruturação vai implicar até 2030 e já no próximo ano mais mil milhões de euros. É, por isso, que Mendes apontou para a necessidade de privatizar a companhia aérea, mas com a garantia de serviço público nas ligações entre o continente e as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

"Acho que é uma decisão correta, mas é arriscado. Como o Governo não tem maioria no Parlamento se o plano for chumbado, é o fim da TAP"

A posição dos sindicatos, que tem sido muito dura contra o plano do governo para reduzir o quadro de pessoal, é compreensível, disse Mendes, mas considerou que os portugueses para as perdas da companhia terminou. "O plano é duro, eu percebo os sindicatos. Mas a Comissão Europeia pode considerar que tem que ser ainda mais duro e até pode exigir a liquidação da TAP".

"O plano é duro, eu percebo os sindicatos. Mas a Comissão Europeia pode considerar que tem que ser ainda mais duro e até pode exigir a liquidação da TAP"

O plano de reestruturação da TAP prevê despedir mais dois mil trabalhadores, cortes de 20% dos salários de quem fica e reduzir a frota em pelo menos 20 aviões.

Segundo notícias que vieram a público, a companhia aérea vai acabar o ano de 2020 com prejuízos a rondar os mil milhões de euros e quebras de dois terços das receitas - caíram de 3.300 milhões em 2019 para mil milhões este ano. O plano de reestruturação inclui ainda cortes nos fornecedores e empresas de leasing, o que, até 2025, terá um benefício de 1.500 milhões de euros para a empresa.

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