Exclusivo Xi Jinping: do bullying estrangeiro à "missão histórica" que é Taiwan

Presidente chinês, que tem a porta aberta para ficar no poder para lá de 2023, assinalou o centenário do partido com um discurso na praça Tiananmen. E além dos recados para dentro, não hesitou em enviar recados para fora.

Vestido com a túnica cinzenta popularizada pelo pai fundador Mao Tsé-tung, o presidente chinês, Xi Jinping, assinalou ontem o 100.º aniversário do Partido Comunista Chinês (PCC). Num discurso de uma hora na praça Tiananmen, o secretário-geral lembrou as conquistas do passado, elogiou os sucessos do presente que permitiram retirar "milhões da pobreza" e estabeleceu metas para o futuro, entre as quais a "missão histórica" da reunificação com Taiwan. E deixou um aviso para fora: "Nunca vamos permitir que qualquer força estrangeira faça bullying, nos oprima ou subjugue".

Cem anos após a fundação, em julho de 1921, e no poder desde a revolução de 1949, o PCC tem atualmente cerca de 95 milhões de militantes (mais 3,2 milhões desde janeiro de 2020) e é o segundo maior partido do mundo - tem metade dos membros do Partido do Povo Indiano, o BJP do primeiro-ministro Narendra Modi. Segundo Xi Jinping, sem o PCC "não haveria uma nova China", reiterando também que "o sucesso da China depende do PCC".

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