Os primeiros e os últimos: uma crónica de José Luís Peixoto

Colados uns aos outros, avançam pelo corredor do avião o mais depressa que conseguem. Têm uma angústia gravada no rosto, parente do pânico, olham apenas na direção da porta. Aqueles que estavam nos bancos à janela, que não conseguiram sair antes, não podem sair agora, ninguém os deixa chegar ao corredor. Antes, assim que o número do portão foi anunciado nos ecrãs do aeroporto, fizeram fila para entrar no avião. Numa pressa que não perdoava minutos de atraso, impacientaram-se, ferveram baixinho. Assim que se sentaram, desejaram que o avião levantasse voo. Assim que o avião aterrou, as rodas a tocarem […]

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