O mundo à volta de um lago: uma crónica de José Luís Peixoto

Tem um pano dobrado sobre a cabeça, é um dos panos tecidos à mão por mulheres como as que encontrei no caminho até aqui, diante de teares. Não sei interpretar a expressão desta mulher, talvez a sua seriedade seja uma forma de timidez, ou talvez seja um sinal de incómodo. Três fiadas de pérolas cobrem-lhe a testa. A pele do rosto é escura, queimada pelo sol, crestada pelos elementos, por este oxigénio grosso. Sobre os ombros e as costas, leva uma pele de borrego, presa à frente por um cordão de lã. O casaco chinês é de vermelho desbotado, gasto […]

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