Jacarta: uma crónica de José Luís Peixoto

Caminhei durante cerca de meia hora a partir do monumento Selamat Datang, algumas centenas de metros por passeios de cimento, ao lado de uma enorme estrada, Jalan Thamrin, fluxo permanente de trânsito, carros, camionetas, bandos de motas a preencher os intervalos. O trânsito era um rio que, em vez de água, levava toda aquela chapa, fumo de canos de escape, homens com capacete, mulheres sentadas de lado no banco das motas. Selamat Datang significa bem-vindo em bahasa; pelo menos, assim me tinham dito, com um sorriso transbordante, esse mesmo sorriso a fazer-me sentir bem-vindo. O sol existia na sua máxima […]

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