Chegou o companheiro perfeito da sua PS5/Xbox Series X. E dá para ver cinema também

Novos videoprojetores com luz laser da Epson permitem criar em casa uma verdadeira sala de cinema mas, sobretudo, são capazes de proporcionar uma experiência de gaming em grande ecrã normalmente só encontrada em monitores especializados.

Independentemente da cada vez maior qualidade dos televisores modernos, é incontornável que a única forma de reproduzir a experiência do cinema em casa é com um videoprojetor. Pela simples razão de que... é este o método que é utilizado naquelas salas para transmitir um filme aos espetadores.

E se até há alguns anos ainda havia o argumento de que a videoprojeção doméstica, em qualidade DVD, não se aproximava da experiência de ver um filme de 35mm numa sala escura, com a digitalização que entretanto aconteceu em todos os cinemas, por um lado (já não é possível ver película em Portugal), e a introdução no mercado dos projetores de resolução 4K, por outro, as diferenças esbateram-se.

De tal forma que, hoje em dia, há sessões de "cinema" em que o que é projetado é a versão comercial do Blu-ray 4k do filme. (O problema é quando tal acontece num projetor tão mal calibrado que eu saí a meio e fui acabar de ver o filme, na mesma edição, em minha casa, no meu projetor. O filme era a edição restaurada do 2001, Odisseia no Espaço, o "cinema" o Centro Cultural de Belém, e assim se frustrou a tentativa de experimentar a obra-prima de Stanley Kubrick num ecrã maior do que a minha tela de 2,5m. Perdoe-me o aparte, caro leitor, mas foi um desgosto quase traumatizante!)

Onde habitualmente os videoprojetores perdem para os televisores é na luminosidade/relação de contraste (daí precisarem que a sala esteja mais ou menos às escuras para que a experiência seja a melhor) e na velocidade de refrescamento da imagem.

Ora o primeiro fator tende, com a evolução da tecnologia, a ser cada vez mais mitigado. E é evidente que nunca uma imagem de um projetor poderá ser tão brilhante quanto a imagem de uma TV, pois esta emite luz própria, enquanto a outra é refletida de uma superfície, a tela. Mas a dada altura temos de perguntar-nos: quando é que luz de mais cria uma imagem pouco natural?

Já o segundo, era só uma questão de tempo até se resolver.

Laser para sempre

Há mais de 15 anos que a Epson anda a "fazer nome" no mercado dos videoprojetores domésticos. A sua tecnologia de imagem, baseada em três painéis RGB consegue gerar "bonecos" límpidos e bem definidos sem o efeito arco-íris que outros processamentos de imagem, como o DLP, por vezes provocam. A contrapartida é que os negros são um pouco menos "escuros", mas a marca tem conseguido minorar o problema geração após geração de aparelhos.

Os novos Epson EH-LS11000W e EH-LS12000B, lançados este mês, prosseguem a aposta da marca (que pertence à japonesa Seiko) nesta tecnologia, mas adiciona-lhe três fatores fundamentais para a evolução da gama: fonte de luz laser, HDMI 2.1 e novos processadores de imagem 4K capazes de aproveitar a velocidade de transmissão de dados desta ligação. Mas já lá vamos.

Comecemos pela fonte de luz. Um dos argumentos mais comuns contra a compra de um projetor é o facto de, normalmente, estes terem como fonte de luz uma lâmpada cuja vida útil é inferior à do projetor em si (por regra, cinco mil ou seis mil horas), o que obriga a comprar outra a dada altura. E para os mais renitentes também não adianta argumentar que 6000 horas é o equivalente a ver o ​​​​​​E Tudo o Vento Levou todos os dias durante quatro anos!

Com a tecnologia laser este "problema" acaba-se. A vida útil prevista desta fonte luminosa é de 22 mil horas pelo que... é fazer as contas. (OK, são uns dez anos. Se antes de o projetor avariar não estiver já a "namorar" outro por qualquer razão é que não será normal.) Além disso, permite um nível de luminosidade elevado: 2700 lumens para o EH-LS12000B e 2500 lumens para o EH-LS11000W. Uma diferença muito reduzida, que só mesmo em salas bem grandes poderá justificar a opção, dizemos nós à partida.

De resto, ambos os modelos têm resolução 4K (8,3 milhões de píxeis) e relação de contraste dinâmica superior a 2.500.000:1. Com isto, os projetores são compatíveis com a norma HDR+ (infelizmente não suportam DolbyVision, mas não se pode ter tudo....)

Falemos de refrescamento

O que estas máquinas são também é grandes companheiras de jogo. Mesmo. Ao permitirem taxas de refrescamento de imagem de 120Hz a 4K, via o protocolo HDMI 2.1, é possível com elas tirar partido na totalidade do que as consolas de última geração (ou um bom PC de gamer) têm para oferecer.... num ecrã gigante!

São 120 frames por segundo, em superdefinição, com um delay inferior a 20 milissegundos. Numa diagonal de imagem que pode ultrapassar os 4 metros, haja sala para isso.

O nível da experiência é do género de ir ao IMAX, ligar-lhe a PlayStation, expulsar toda a gente da sala e trancar-se lá dentro. Mas tem um preço. Ou melhor, dois: 4.999 euros para o EH-LS12000B e 4.699 euros para o EH-LS11000W. Sempre é mais barato do que ir preso, que é o que lhe aconteceria no cenário anterior...

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