O momento em que falhou o foguetão que levava astronautas à ISS

Os dois tripulantes da Soyuz fizeram uma aterragem de emergência que lhes salvou a vida

As imagens do momento em que o foguetão russo que falhou após a descolagem quando transportava dois astronautas para a Estação Espacial Internacional (ISS na sigla inglesa) foi esta quinta-feira revelado pela agência espacial Roscosmos.

As imagens são de uma câmara instalada na lateral do engenho e mostra o lançamento até ao momento em que um dos reatores auxiliares falha a ejeção.

Veja aqui (o incidente acontece ao minuto 1.22)

Também esta quinta-feira foi revelado que um sensor danificado durante a montagem esteve na origem do incidente, ocorrido no passado dia 11.

"Ficou demonstrado e confirmado por documentos que a culpa foi desse sensor e esta [deformação do sensor] só pode ter sido provocada durante a montagem no cosmódromo de Baikonur", disse Nikolái Sevastiánov, da comissão de investigação ao caso, em conferência de imprensa.

Sevastiánov, diretor do TsNIIMash, centro de investigação da indústria espacial russa, explicou que o sensor defeituoso impediu a abertura de uma tampa e provocou o acidente.

No passado dia 11, a nave espacial Soyuz MS-10, com dois tripulantes a bordo, foi obrigada a aterrar de emergência, tendo na altura sido apontada uma falha no motor. A Soyuz transportava o cosmonauta russo Alexei Ovchinin e o astronauta norte-americano da NASA, Nick Hague.

A nave devia transportar os dois tripulantes para a Estação Espacial Internacional onde permaneceriam durante seis meses.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

Exclusivos

Premium

Legionela

Maioria das vítimas quer "alguma justiça" e indemnização do Estado

Cinco anos depois do surto de legionela que matou 12 pessoas e infetou mais de 400, em Vila Franca de Xira, a maioria das vítimas reclama por indemnização. "Queremos que se faça alguma justiça, porque nunca será completa", defende a associação das vítimas, no dia em que começa a fase de instrução do processo, no tribunal de Loures, que contempla apenas 73 casos.