São 300 mil euros para apoiar investigação na área da Saúde mental

A Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento aliou-se para apoiar jovens psicólogos, psiquiatras, médicos de família, neurologistas e outros profissionais.

É um apoio inédito a jovens investigadores em Portugal. A Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento (FLAD) pretende criar novas linhas de investigação clínica em Saúde Mental, desde a prevenção até ao tratamento e à reabilitação, com o objetivo de contribuir para a qualidade de vida dos pacientes que sofrem de perturbações mentais.

Lançado no âmbito do Dia Mundial da Saúde Mental, que se celebra a 10 de outubro, o FLAD Science Award Mental Health é de 300 mil eruos - o maior na área em Portugal - e conta com o apoio da Ministra da Saúde, Marta Temido, da Organização Mundial de Saúde e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. As candidaturas serão recebidas entre 1 e 30 de novembro, através do site www.flad.pt, onde podem ser encontrados mais detalhes sobre este prémio.O vencedor será anunciado em março de 2021.

A investigação clínica de jovens psicólogos, psiquiatras, médicos de família, neurologistas e outros profissionais será feita em articulação com instituições dos Estados Unidos. O júri é composto por Miguel Xavier (Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Psiquiatra no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e Professor Catedrático na Nova Medical School), Catarina Resende de Oliveira (Professora Catedrática na Faculdade de Medicina de Coimbra, ex-Diretora do Centro de Neurociências e Biologia Celular e Presidente da Agência para a Investigação Clínica e Inovação Biomédica), Margaret Lanca (Professora Assistente no Departamento de Psicologia da Harvard Medical School, Diretora de Neuropsicologia Adulta na Psychological Testing and Training de Cambridge Health Alliance e Presidente da Massachusetts Psychological Association).

"Mais do que nunca, é importante valorizar a Saúde Mental e lutar contra o estigma a que está associada. Ao premiar projetos inovadores nesta área, queremos ajudar a promover a qualidade de vida dos pacientes e contribuir para a diminuição do impacto que as perturbações mentais têm, não só em cada pessoa, mas na sociedade", defendeu a presidente da FLAD, Rita Faden.

Já Marta Temido, ministra da Saúde enalteceu o sentido de oportunidade desta iniciativa da FLAD, "pelo estímulo que vem dar à investigação científica portuguesa, numa área que é transversal a todos os setores da sociedade e absolutamente central na vida de cada um de nós". Os resultados serão um contributo decisivo para adequar as políticas, estratégias e planos de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação da doença. "É uma valiosa contribuição para a melhoria da saúde mental das populações, uma prioridade relativamente à qual não há mais tempo a perder no trabalho de políticos, dirigentes, clínicos e investigadores", segundo a governante.

Para Dévora Kestel, Diretora do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da Organização Mundial de Saúde, "há demasiado tempo que a Saúde Mental tem sido negligenciada". E por isso ficou "muito satisfeita" por a FLAD estar a direcionar os seus recursos para um prémio de investigação focado na prevenção e tratamento clínico em Saúde Mental.

A iniciativa é ainda apoiada pelas Nações Unidas. "A Saúde Mental é parte essencial do nosso bem-estar e deve estar no centro da resposta e recuperação da COVID-19. Como parte dos nossos esforços de recuperação, é essencial construir e investir em serviços de Saúde Mental de boa qualidade a todos os níveis para apoiar a recuperação das sociedades da pandemia, e garantir que aqueles que têm perturbações de Saúde Mental não sejam deixados para trás", lembrou Nada Al-Nashif, Alta-Comissária Adjunta das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG