Professor português entre os 50 finalistas do "Nobel da educação"

Jorge Teixeira, o professor de Física e Química que venceu a primeira edição do Global Teacher Prize Portugal, é um dos 50 finalistas do Global Teacher Prize Internacional, considerado o Nobel da educação. O prémio vale 1 milhão de dólares

Um sistema que utiliza a humidade do ar para regar plantas ou transformar gestos quotidianos em ações de prevenção de incêndios: a ideia é olhar para a ciência e para a tecnologia e desenvolver projetos que possam ter um impacto na vida das pessoas. Isto é o Clube do Ensino Especial Experimental das Ciências, criado há 12 anos, onde os alunos de todas as idades podem debater e experimentar ideias fora das aulas, supervisionados por professores que ajudam a tornar os projetos em realidade.

Por trás deste conceito está o professor de Física e Química Jorge Teixeira, que dá aulas na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, em Chaves, e colabora no Laboratório de Didática de Ciências e Tecnologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. O seu trabalho diferenciador fez com que esteja entre os 50 finalistas do prémio Global Teacher Prize Internacional, considerado o Nobel da educação, que divulgará o top dez esta quinta-feira à noite. O prémio, que existe desde 2015, e tem o valor de um milhão de dólares, pretende distinguir anualmente o trabalho excecional de um professor.

"O trabalho é o mesmo todo os dias, o que isto [a nomeação para o prémio] dá é o reconhecimento da comunidade; chama mais a atenção dos media e passa para fora da escola", diz Jorge Teixeira ao DN. O professor consegue ver os efeitos da divulgação do seu trabalho desde que venceu a primeira edição do Global Teacher Prize Portugal, em maio, um concurso que distingue soluções inovadoras para lidar com desafios na escola, enfatizando a importância dos professores na educação e no país. Segundo Jorge, a Ciência Viva lançou um projeto em 237 escolas no país com objetivos semelhantes aos do Clube do Ensino Especial Experimental das Ciências.

Jorge continua a trabalhar para melhorar o projeto. Recentemente, está a criar o Centro de Recursos de Atividades Laboratoriais Móveis, um conjunto de atividades científicas prontas a serem aplicadas em eventos em qualquer sítio. "É a ciência a sair da escola. Os alunos passam a poder ensinar a comunidade", conta.

Todos os seus projetos têm o mesmo objetivo: incentivar os alunos a dar o seu melhor e trazer a ciência para fora da sala. "Os bons professores fazem-se num momento. Conseguir chegar a um aluno no momento em que ele precisa faz de nós os melhores professores do mundo". E Jorge pode mesmo ser considerado o melhor professor do mundo, não por um momento, mas por um ano.

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