Médico angolano eleito diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Lisboa

Filomeno Fortes, especialista em malária e doenças tropicais, foi eleito por unanimidade a 31 de julho após concurso internacional.

O médico angolano Filomeno Fortes, especialista em malária e doenças tropicais, foi eleito por unanimidade diretor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) da Universidade Nova de Lisboa.

O médico, especialista em Saúde Pública e em malária e doenças tropicais, já desempenhou vários cargos em Angola: foi diretor nacional de Controlo de Endemias, chefe do departamento de controlo de doenças da Direção Nacional de Saúde Pública e diretor do programa de controlo da malária. A nível internacional foi nomeado, em 2012, secretário-geral da Federação Internacional das Doenças Tropicais.

A eleição de Filomeno Fortes, doutor em Ciências Biomédicas e coordenador do Doutoramento em Ciências Biomédicas da Universidade Agostinho Neto em Angola, surgiu após um concurso internacional. O outro finalista foi o médico brasileiro Roberto de Andrade Medronho, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro e diretor da Faculdade de Medicina dessa universidade.

Na apresentação pública da sua proposta de ação para o IHMT para o período de 2019-2023, Filomeno Fortes defendeu o reforço do prestígio nacional e internacional do instituto, bem como as parcerias com os PALOP.

Segundo um comunicado da embaixada de Angola em Lisboa, Filomeno Fortes é o primeiro estrangeiro a assumir a direção do IHMT, instituição que coordena todos os programas de saúde a nível da CPLP, cuja presidência rotativa será assumida por Angola no próximo ano.

"Criado a 24 de abril de 1902, com a denominação de Escola de Medicina Tropical, o IHMT esteve inicialmente vocacionado para o estudo, ensino e clínica das doenças tropicais. Esta atuação evoluiu para uma abordagem integrada, que vai desde o nível molecular aos sistemas globais de saúde, com um forte empenho na resolução de problemas de saúde que atingem os mais pobres e os excluídos, em todos os continentes", lê-se no site do IHMT.

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