Lembra-se do Armando? Esta é a explicação para os pombos de competição serem tão caros

O pombo foi vendido por 1,25 milhões de euros, no passado dia 17.

Armando é um pombo de cinco anos e aparência igual a qualquer pombo. Mas existe algo que o destaca dos pombos ditos "normais". É um pombo de corrida e um campeão mundial na sua modalidade, que ganhou o equivalente a medalhas de ouro nacionais, europeias e olímpicas, em corridas de pombos.

Quando o animal foi colocado à venda, propostas de vários sítios no mundo chegaram ao seu dono belga. Quem acabou por levar Armando para casa foi um chinês que pagou 1,25 milhões de euros pela ave, uma venda que estabeleceu um novo recorde de leilões online. A casa de leilões Pipa apelidou o animal de "melhor pombo de longa distância belga de todos os tempos", citando a BBC.

O preço do pombo foi impulsionado por dois homens concorrentes nas corridas que lutavam para ficar com Armando. Desde que o desporto voltou a ser permitido - durante a Revolução Cultural, a corrida era proibida por estar associada ao capitalismo -, tornou-se um desporto de elite tendo ganhado milhares de adeptos nos últimos anos.

A somar-se a este interesse apareceu surgiu uma infraestrutura que torna apelativo os gastos nos animais de raça. O Pioneer International Club, em Pequim, é palco de várias corridas em que os vencedores levam para casa milhões de euros. As corridas conhecidas como Águia de Ferro levam os pombos a percorrem cerca de 500 km, de acordo com o The Economist.

Os prémios avultados levam a que os concorrentes invistam nos seus 'atletas'. Daí que a China se tenha tornado no grande mercado para os pombos. Todas as aquisições de aves de elite, como Bolt - 310 000 euros -, Nadine - 400 000 euros - e New Bliksem - 376 000 euros -, foram feitas por chineses.

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