Uma praça medieval cheia de esplanadas e espetáculos de rua

Praça medieval é um excelente ponto de partida para explorar e conhecer a Cidade Velha do Luxemburgo, Património Cultural da Humanidade.

A Place Guillaume II fica no centro da cidade do Luxemburgo. Em plena Cidade Velha, Património Cultural da Humanidade, o local é dominado pelo Hôtel de Ville (câmara municipal), edifício em estilo neoclássico e flanqueado por dois leões de bronze.

Espaço largo e cheio de árvores nos outros dois lados edificados, onde predominam cafés e restaurantes com esplanadas à sombra das árvores, desta praça avistam-se as torres pontiagudas da Catedral gótica de Notre Dame, parte do Palácio Grão Ducal e alguns dos edifícios ocupados por ministérios.

A tranquilidade do lugar não afasta a surpresa inicial dos preços das bebidas e comidas, compatíveis com o alto nível de vida do país, mas permite desfrutar de frequentes espetáculos culturais oferecidos por músicos e artistas de rua.

Outro ponto de interesse é a Passage de l'Hôtel de Ville - um pequeno túnel com montras de restaurantes onde é possível ver a preparação de pratos de marisco com dois e três andares - e que permite a ligação à vizinha Place d'Armes.

Mas o que acentua mesmo a sensação de se estar num espaço medieval e cuidado é o mercado da cidade, que ali se realiza com frequência, em típicas barraquinhas de madeira para venda de produtos que vão desde a gastronomia - onde a comida portuguesa está sempre presente - às antiguidades e artigos em segunda mão.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Alemanha

Lar de Dresden combate demência ao estilo Adeus, Lenin!

Uma moto, numa sala de cinema, num lar de idosos, ajudou a projetar memórias esquecidas. O AlexA, na cidade de Dresden, no leste da Alemanha, tem duas salas dedicadas às recordações da RDA. Dos móveis aos produtos de supermercado, tudo recuperado de uma Alemanha que deixou de existir com a queda do Muro de Berlim. Uma viagem no tempo para ajudar os pacientes com demências.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.