Tesouro romano vai transferido de Madrid para Palencia

Caldeirão de cobre com mais de oito mil moedas volta às origens após 67 anos no Museu Arqueológico Nacional, na capital espanhola

Um caldeirão em cobre com 45 quilos e com mais de oito mil moedas vai deixar Museu Arqueológico Nacional de Madrid, em Espanha, para regressar a Palencia, na província de Castilla y León, onde numa manhã de 19 de agosto de 1937 foi encontrado por dois irmãos num caminho que unia as localidades de Valsadornín e Gramedo.

Eusebia e Tomás Roldán descobriram este tesouro romano enterrado junto a um muro, que esteve em exposição em Madrid nos últimos 67 anos. O regresso às origens daquela descoberta arqueológica, conhecido como o Tesouro de Valsadornín, está previsto para o início de 2019, tendo Francisco Javier Pérez Rodríguez, diretor do museu de Palencia, anunciado que estão a ser ultimados os trabalhos de transferência deste tesouro, com moedas de prata e cobre que remontam aos reinados de 18 imperadores e imperatrizes do Império Romano.

Os historiadores acreditam que o caldeirão terá sido escondido pelo seu proprietário devido à instabilidade que se vivia na Península Ibérica nos anos 270 depois de Cristo. Além das oito mil moedas que foram encontradas dentro do caldeirão, foram ainda encontradas outras 2421 espalhadas pelo chão, que se encontram no museu de Palencia, embora alguns relatos dos anos de 1930 indiquem que os irmãos Roldán terão ficado com algumas moedas quando descobriram este achado arqueológico.

Este tesouro poderá ser visitado em Madrid até ao dia 13 de janeiro, altura em que se iniciará o processo de transferência para Palencia, que será rodeado de "todas as medidas de segurança necessárias" de acordo com Francisco Pérez Rodríguez.