Starbucks diz adeus às palhinhas de plástico até 2020

Empresa desenvolveu uma nova tampa para as suas bebidas geladas, que permitirá eliminar mais de mil milhões de palhinhas todos os anos.

A Starbucks anunciou que vai acabar com as palhinhas de plástico nas suas mais de 28 mil lojas em todo o mundo até 2020. Para tal, a empresa desenvolveu uma nova tampa de plástico para as suas bebidas geladas que, segundo a companhia, permitirá eliminar o uso de mais de mil milhões de palhinhas todos os anos.

A decisão surge uma semana depois de Seattle, que acolhe a sede da companhia, ter decidido banir as palhinhas e os utensílios de plástico. Nas lojas desta cidade no estado de Washington a Starbucks já oferece palhinhas alternativas, feitas de material biodegradável, como papel.

A nova tampa, desenvolvida pelos engenheiros da empresa, já vai começar a ser usada num pequeno número de bebidas geladas nas mais de oito mil lojas nos EUA e Canadá. Até 2020 será habitual em todas estas bebidas, exceto nos Frappuccino, que será servido com uma palhinha feita de papel ou outro material sustentável.

"A palhinha não é reciclável e a tampa é, então sentimos que esta decisão é mais sustentável e mais socialmente responsável", indicou o diretor de embalagens da Starbucks, Chris Milne, no comunicado da empresa. "A Starbucks está finalmente a traçar a linha na areia e a criar um molde para outras grandes marcas seguirem. Estamos a elevar o nível do que é aceitável e a inspirar os nossos pares a segurem o nosso exemplo", acrescentou.

A União Europeia já apresentou uma proposta para proibir o uso de plásticos em produtos como palhinhas, mas também cotonetes, talheres e paus de balões. Produtos que representam 70% dos resíduos marítimos na União Europeia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.