Premium Saltou de avião, fez 'stand up', posou nua. 12 meses a seguir livros de autoajuda

Será que os livros de autoajuda realmente funcionam? Para responder a esta pergunta, Marianne Power, escritora freelancer, decidiu seguir à risca os métodos sugeridos por este tipo de publicações. Ao DN, a autora do livro Help Me! conta o que mudou (ou não) na sua vida após a experiência.

Janeiro de 2014. Marianne Power, escritora freelancer, então com 36 anos, tinha um emprego, roupas bonitas, bons amigos. Uma vida aparentemente estável. Mas "estava infeliz". "Os meus amigos estavam a casar-se, a ter filhos e a comprar casas, enquanto eu bebia demasiado, assistia a demasiada televisão e estava sempre com dívidas", conta ao DN. Numa certa noite, ao ler um livro de autoajuda, teve uma ideia: "Eu tinha lido muitos livros de autoajuda ao longo dos anos, mas nunca tinha feito nada do que eles me diziam para fazer. Em vez disso, imaginava como seria a minha se me levantasse para fazer ioga às cinco da manhã, ou se escrevesse um diário ou se fosse mais positiva. Então, tive a ideia de passar um ano inteiro a viver de autoajuda."

Marianne, filha de pais irlandeses a viver em Londres, traçou um plano: ler um livro de autoajuda por mês durante um ano e, no final, ser uma "pessoa perfeita". "Isso não aconteceu", diz, numa resposta enviada ao DN por e-mail. Em primeiro lugar, não conseguiu fazer a experiência em 12 meses consecutivos. Acabou por demorar 16 a concluir os 12 livros selecionados. "Tive de tirar meses para ganhar dinheiro ou porque simplesmente precisava de fazer uma pausa - foi muito intenso."

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.