Pasta de dentes da Colgate acusada de provocar cancro vai ser renovada 

Multinacional nega esta situação, mas retirou o elemento triclosan, o alvo das acusações, da sua "receita".

A Colgate prepara-se para lançar no final deste mês uma nova versão da sua pasta de dentes Colgate Total. O novo dentífrico não vai ter triclosan, o elemento que suscitou várias críticas sobre a possibilidade de provocar cancro, segundo o El País.

Grupos de consumidores a que se juntou a Autoridade Farmacêutica Americana afirmam que o triclosan pode ter efeitos negativos na tiroide, pode provocar resistência a antibióticos e pode ainda ter uma relação com o surgimento de cancro.

Confrontada com esta perspetiva, a empresa negou a acusação, defendendo-se com a aprovação do produto por parte da Autoridade Farmacêutica Americana na altura em que este foi sujeito a avaliação. Além disto, "os comités científicos independentes da Comissão Europeia avaliaram o triclosan várias vezes e concluíram que este é um componente seguro para uma pasta dentífrica", afirmou a Colgate.

"O uso de triclosan em pastas de dentes é seguro e foi reconhecido que a Colgate Total proporciona um benefício importante na saúde bucal", acrescenta a empresa.

O dentífrico tinha na sua fórmula 0,3% de triclosan, "um ingrediente antibacteriano que combate os microrganismos nocivos causadores de placa, que estão na origem dos problemas dos problemas de saúde oral mais comuns", pode ler-se no site da marca em portugal.

A Colgate já tinha retirado, em 2011, este componente dos seus sabonetes, alegando mudanças nas preferências dos consumidores.

A pasta de dentes Colgate é uma das mais vendidas no mundo e tem um receita anual de cerca de 2 600 milhões de euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.