Infarmed diz que não há dados que mostrem riscos do antidepressivo Sertralina

Declaração surge após suspeitas de que este medicamento, também comercializado em Portugal, pudesse estar na origem de casos de morte súbita registadas no Reino Unido.

O Infarmed esclareceu esta quinta-feira que não foram identificados dados novos que questionem a segurança do medicamento Sertralina, um antidepressivo que está a ser associado a diversas mortes no Reino Unido.

Em resposta à agência Lusa, a Autoridade do Medicamento sublinha que "não existem em Portugal notificações de casos de morte súbita" causados pela utilização da Sertralina e adianta que o uso do medicamento é seguro "dentro das condições de utilização estabelecidas pelo médico prescritor e aprovadas para a sua comercialização".

O alerta para os perigos da Sertralina chegou do Reino Unido, onde o antidepressivo está a ser relacionado com duas mortes. Os especialistas dizem que a ligação entre o uso deste antidepressivo e os problemas cardíacos que causaram as mortes a dois utilizadores do medicamento não pode ser ignorada.

Segundo a Agência Reguladora dos Medicamentos britânica, 164 pessoas morreram desde 1990 depois de tomarem o medicamento.

Na resposta à Lusa, o Infarmed, por seu lado, garante que, tal como para qualquer outro medicamento, monitoriza constantemente, e em conjunto com as suas congéneres europeias e a Agência Europeia do Medicamento, a relação benefício-risco do uso da Sertralina.

Esclarece que "não foram identificados dados novos que questionem o perfil de segurança de utilização deste medicamento" e tranquiliza quem toma Sertralina afirmando que a sua utilização é segura, "devendo para tal ser consultados o Resumo das Características do Medicamento e o Folheto Informativo, por profissionais de saúde e doentes, respetivamente".

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