Burberry deixa de usar peles de animais e de queimar artigos

"Já reutilizamos, doamos ou reciclamos os produtos que não conseguimos vender. A nossa intenção é aumentar essas ações", diz a marca que, em 2017, destruiu artigos num valor total de 32 milhões de euros

A marca de roupa britânica Burberry confirmou esta quinta-feira que vai deixar de usar peles de animais e que abandona a prática de queimar os artigos e complementos que não são vendidos.

De acordo com a empresa têxtil, a próxima coleção que vai ser apresentada em meados do mês não incluiu artigos com peles de animais e que aqueles que já existem "vão ser retirados do mercado, de forma gradual".

A Burberry anunciou também que vai deixar de destruir pelo fogo os produtos que não são vendidos no final de cada estação.

"Já reutilizamos, doamos ou reciclamos os produtos que não conseguimos vender. A nossa intenção é aumentar essas ações", refere.

No final de julho, um relatório anual da Burberry indicava que a marca de luxo tinha destruído todas as criações que tinham sobrado do ano de 2017, avaliadas em 28,6 milhões de libras (32 milhões de euros).

Na altura, a empresa disse que a destruição dos artigos era levada a cabo para impedir que o estilo dos cortes fossem roubados ou vendidos a preços inferiores.

As mudanças anunciadas coincidem com a entrada do novo diretor criativo, Riccardo Tisci, que vai apresentar a nova coleção no dia 17 de setembro no London Fashion Show.

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