Homem acusado de matar mais de uma centena de águias

O suspeito é acusado de usar um isco envenenado que causou a morte a pelo menos 137 de águias-audaz, espécie protegida

Um homem foi acusado pela justiça australiana por ter matado pelo menos 137 de águias-audaz, considerada a maior ave de rapina da Austrália, que está classificada como espécie protegida.

As autoridades do estado de Victoria, no sudeste do país, detetaram várias águias caídas em diversas propriedades, descrevendo mesmo esta situação como o maior ataque a esta espécie que alguma vez foi visto na região.

O suspeito terá usado desde outubro de 2016 um isco envenenado para matar os animais, sendo que as autoridades australianas suspeitam que o número de águias-audaz mortas pode ser ainda maior.

A lei que regula os animais selvagens no estado de Victoria prevê que quem matar esta espécie de aves poderá ser condenado com uma pena mínima de multa de 4900 euros e máxima de prisão até seis anos. Além disso, terá de pagar 680 euros por cada águia morta.

As carcaças das aves foram encontradas escondidas numa zona de mato numa propriedade com mais de dois mil hectares no condado de East Gippsland.

A investigação que conduziu à acusação envolveu cerca de 30 pessoas, não tendo ainda sido descoberto o motivo que levou o homem a matar as águias-audaz.

As autoridades australianas revelaram ainda que o suspeito, que foi detido na última sexta-feira, foi entretanto libertado sob fiança, mas terá de responder na justiça das acusações de que é alvo.

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