Regulador condena cobrança de taxas moderadoras em pequenas cirurgias

Taxa de sete euros, cobrada ilegalmente em intervenções agendadas pelos próprios hospitais, estará relacionada com falha na codificação informática destes atos médicos

As cobranças ilegais de taxas moderadoras em pequenas cirurgias, quando este pagamento apenas é exigível nas consultas, são "comuns nos estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde". A conclusão consta de uma recomendação sobre esta matéria da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), divulgada pela TSF.

De acordo com o relatório, datado de abril mas só agora divulgado, está em causa a cobrança indevida de uma taxa de sete euros por estes atos médicos. A situação ficará a dever-se a "uma falha na codificação informática" destas intervenções que leva a que o sistema encare cirurgias como se se tratasse de consultas.

Segundo a TSF, a investigação da ACSS foi desencadeada pela denúncia de uma utente do Centro Hospitalar do Porto, que se queixou depois de ter recebido uma carta cobrando-lhe os sete euros após ter sido alvo de uma pequena cirurgia em ambulatório. A partir desta caso, a autoridade descobriu que a situação era bastanmte comum.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.