Eclipse parcial da Lua visível em Portugal

O alinhamento entre a Terra e a Lua, em relação ao Sol, vai ser quase perfeito, mas não chega lá. Por isso o eclipse da Lua, que também é visível em Portugal, será apenas parcial.

Há 50 anos, neste dia, três astronautas americanos, Neil Armtsrong, Buzz Aldrin e Michael Collins, partiam de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, rumo à Lua. A sua aventura, uma das maiores de sempre na história da humanidade, estava a começar. Pois esta terça-feira, precisamente, a Lua faz um piscar de olhos no céu, e brinda-nos com um eclipse parcial. Na sua dança cósmica, a Terra vai colocar-se entre o Sol e a Lua, e projectar sobre esta a sua sombra.

Ao nascer no horizonte, pelas 20.55 (hora em Portugal continental), a Lua, em fase cheia, está já na penumbra da Terra - mal se notará a diferença, porque essa ainda é uma sombra muito ténue. A partir das 21.01 é que a Lua entra na sombra projectada pela Terra directamente sobre ela, segundo o Observatórrio Astronónico de Lisboa (OAL).

A partir desse momento vê-se "uma sombra com uma superfície arredondada a entrar pela Lua, e a Lua a ficar escura", explica Rui Agostinho, astrónomo e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Ou, como notam com graça os astrónomos da Nuclio - Núcleo Interactivo de Astronomia, no seu portal na Internet, "ao que parece, o nosso planeta não é plano".

O ponto máximo do eclipse, durante o qual 66% da Lua estará na sombra da Terra, ocorre às 22:31, momento a partir do qual a parte emsombrada do satélite vai diminuindo progressivamente, até à meia-noite em ponto. Nessa altura a Lua sai da sombra projetada pela Terra, ficando apenas na sua penumbra, a tal sombra mais velada, até à 01.20 de quarta-feira. Nessa altura, o fenómeno chega ao fim.

Se a meteorologia ajudar e o céu descobrir - o que pode não ocorrer, sobretudo nas regiões do litoral a norte de Lisboa, segundo as previsões no site do IPMA -, bastará olhar o céu, mirando a leste, para observar a Lua a escurecer progressivamente. Mas quem quiser também pode participar nas sessões que estão a ser organizadas por astrónomos em vários pontos do país para acompanhar o fenómeno.

Para quem está na região de Lisboa, o Centro de Interpretação Ambiental da Pedra e do Sal, no Estoril, concelho de Cascais, acolhe uma sessão aberta ao público para a observação do eclipse, que contará com telescópios, e que é promovida pelo Nuclio.

Em Constância, o Centro de Ciência Viva local também abre as portas, a partir das 20.00. Haverá palestras sobre a Lua e a primeira alunagem, há 50 anos, e apartir da 21.00 decorrerá a observação do eclipse.

Também no Planetário do Porto, o Centro de Ciência Viva e o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vão organizar uma sessão aberta ao público.

Este ano haverá mais um eclipse da Lua, que será um eclipse anular (fica visível apenas um pequeno anel lunar), a 26 de Dezembro, mas esse será apenas visível na Austrália, Antártida, Ásia, Médio Oriente, Europa Oriental, extremo oriente de África, norte do Oceano Índico e Oceano Pacífico.

Com Lusa

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