Deputados franceses querem proibir pais de baterem nos filhos

Deputados aprovaram projeto de lei que vai agora ser analisado e votado no senado. Deputada defende que é um projeto educativo

Em França os pais podem vir a ser proibidos de exercerem violência como castigo aos filhos. Os deputados votam esta quinta-feira um projeto de lei que visa proibir os pais de darem "palmadas" nas crianças. O que me Portugal é proibido desde 2007.

O projeto sobre a "punição corporal e humilhação" tem como objetivo evitar que os pais recorram à violência quando castigam os filhos. Esta proposta vai agora seguir para o senado francês.

Neste país já é proibida a prática de violência nas escolas e caso esta legislação seja colocada em vigor, França torna-se o 55.º países a proibir a punição corporal das crianças.

Citada pela agência de notícias France Press, Maud Petit, uma das deputadas que defende esta medida, frisou que este é um projeto educativo que tem como objetivo mudar a opinião da sociedade sobre o assunto.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?