Cursos profissionais no superior aumentam diplomados em Portugal

Cursos profissionais no ensino superior estão a contribuir para o aumento de diplomados em Portugal. É sinal de um bom trabalho com as empresas, diz CCISP. Em 2016/2017 as instituições de ensino superior emitiram 77 034 diplomas

Mais de 77 mil estudantes receberam diplomas referentes aos cursos superiores que terminaram no ano letivo 2016/17. Uma subida de 3181 em relação ao ano anterior. Para este aumento contribuíram quase na totalidade os Cursos Técnicos Superiores Profissionais que formaram 3213 alunos nesse período.

Os dados estatísticos divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência mostram, segundo o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, que se está a "responder às necessidades de mão-de-obra qualificada no país".

Neste particular, Pedro Dominguinhos destaca o facto de haver um grande número de diplomados "nas áreas de tecnologias da informação e comunicação, tal como nas ciências e engenharias", para os quais muito contribuíram os CTeSP, cursos que têm como preocupação "resolver as necessidades das empresas" e que no ano em análise tiveram um aumento de 3043 diplomados em relação a 2015/16. Um trabalho, disse ao DN, que está a ser feito "com as empresas".

"Estamos a dar uma oportunidade para entrarem [os alunos] no mercado de trabalho", frisa.

Entre os dados divulgados pelo Ministério da Educação, o presidente do CCISP destaca o "maior múmero de diplomados - 77 034, ou seja mais 3948 que no ano letivo 2015/16 - e o aumento de mestres, também aqui com uma grande expressão nas "engenharias, indústrias transformadoras e construção", com 6402 pessoas a concluirem o mestrado. Tal como aconteceu nos doutoramentos.

Outro efeito dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, segundo Pedro Dominguinhos, é o facto de muitos dos alunos poderem continuar a estudar seguindo para uma licenciatura. "Só vamos perceber o efeito disto dentro de dois a três anos quando muitos deles terminarem as licenciaturas", concluiu.

De acordo com a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência o número de diplomados registados em 2016/2017 cresceu 5.2% no ensino superior público e de 6.3% no ensino superior privado.

Em termos globais, as instituições de ensino superior emitiram 77 034 diplomas (mais 3948 do que no ano letivo anterior) dos quais 83,2% (64 057) no ensino público e 16,8% (12 977) no ensino privado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.