Cientistas mostram como é cozinhar na Antártida

Temperaturas negativas fazem com que os alimentos congelem instantaneamente, dando a sensação de terem sido confecionados a gravidade zero.

Cyprien Verseux e Carmen Possnig são dois cientistas que atualmente vivem na Concordia, uma base permanente na Antártida gerida em conjunto pela França e Itália. Nesta região enfrentam-se temperaturas negativas que podem chegar aos 70º abaixo de zero, o que torna difícil partir à descoberta do ambiente exterior.

Mas isso não impediu os dois investigadores de fazer experiências culinárias em ambiente gélido: Cyprien Verseux divulgou fotografias que mostram como os alimentos congelam ao ar livre, criando a ilusão de terem sido confecionados a gravidade zero. Até parece que recorreram a programas de edição de imagens para conseguirem a proeza.

"Na Antártida o ambiente é hostil e a nossa sobrevivência depende da tecnologia. Decidimos tirar algumas fotos para mostrar o frio [que se vive naquele continente] antes de o verão chegar", disse à agência AP (Press Association) Verseux, autor do blog Mars la Blanche , no qual os cientistas escrevem sobre o dia-a-dia na região mais fria do planeta.

De acordo com Verseux, o ar seco, a falta de oxigénio e as paisagens áridas do deserto gelado da Antártida dão a sensação de se estar a viver noutro planeta. Para além disso, normalmente os veículos não conseguem ir e vir e só é possível ver o sol em agosto. De acordo com a publicação Verne, do jornal El País, atualmente vivem 13 pessoas na base, entre os quais técnicos responsáveis pela manutenção, investigadores, um médico e um cozinheiro.

"Ficamos sem comida fresca no início do inverno, já que não temos reabastecimento do começo de fevereiro até o começo de novembro, então comemos principalmente comida congelada. Como as temperaturas nunca são positivas, nós só a armazenamos a comida em recipientes externos", explicou Verseux.

Veja algumas imagens partilhadas por Verseux.

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