Maioria dos centros de saúde sem consulta para quem equaciona IVG

Em 33 dos 55 centros de saúde do País não está disponível a consulta prévia obrigatória para as mulheres que pretendem interromper a gravidez

Pedro Sousa Tavares
© Nuno Pinto Fernandes / Global Imagens

Cerca de 60% (33 em 55) dos centros de saúde do país não fazem a consulta prévia, prevista por lei, às mulheres que estão a ponderar fazer uma interrupção voluntária da gravidez (IVG). A notícia é avançada pelo JN e baseia-se nas respostas de agrupamentos de centros de saúde (ACES), centros hospitalares e unidades locais de saúde a um conjunto de questões sobre este tema colocadas pelo Bloco de Esquerda.

Até ao momento, segundo o jornal, tinham respondido 53 dos 55 ACES e 34 dos 37 hospitais.

De acordo com estes dados, é sobretudo para os hospitais que os centros de saúde sem capacidade de resposta encaminham as mulheres que procuram a consulta de aconselhamento. No entanto, diz o JN, o aconselhamento "nem sempre [é feito] da forma mais direta, o que pode implicar várias deslocações e aumentar o risco de ultrapassar o prazo legal das dez semanas" de gestão antes de abortar. Além disso, acrescenta, "há pelo menos dez hospitais públicos que não fazem IVG".