Colocações no superior têm primeira quebra desde 2013: veja aqui os resultados

Entraram 43 992 alunos na primeira fase de acesso ao ensino superior. Consulte aqui a lista dos cursos e a nota do último aluno a entrar, para ver se ficou colocado.

Pedro Sousa Tavares
 | foto João Paulo Coutinho

Aí estão as listas das colocações da primeira fase de acesso ao ensino superior. Aqui pode consultar os resultados por curso e por faculdade que indicam a nota do último aluno colocado. Fica também a saber quantas vagas ainda sobram para a fase seguinte de candidaturas - há cursos que já estão fechados.

Consulte o documento aqui.

Um total de 43 992 alunos ficaram colocados nas universidades e institutos politécnicos públicos na 1.ª fase de acesso de 2018. Um número que, embora sendo o quinto mais elevado da última década, representa a primeira quebra numa tendência de crescimento que se mantinha constante há quatro anos consecutivos. Em relação ao ano passado, entraram menos 922 estudantes, restando ainda 7290 lugares para a 2.ª fase que agora terá início.

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A quebra das colocações já era expectável, face à diminuição do número de candidatos. Mas o efeito da decisão política de cortar 5% da oferta nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, em benefício do resto do país, parece refletir-se nos resultados globais. Apesar de, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), até ter aumentado em 5,7% a percentagem dos alunos que conseguiram entrar na sua primeira opção, num total de 54,7%. Houve muita procura não correspondida nos dois principais centros urbanos. E muitos lugares que ficaram por preencher em universidades que "beneficiaram" desta redistribuição.

Combinando os resultados da Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, ISCTE, Universidade do Porto e Instituto Politécnico do Porto, sobraram apenas 142 vagas para a segunda fase nas principais universidades públicas das duas maiores cidades do país. As outras universidades, com exceção de Coimbra e de Aveiro, tiveram - sozinhas - quase tantos lugares por preencher como Lisboa e Porto. Ou mesmo muitos mais, como foram os casos dos Açores e do Algarve com, respetivamente, 233 e 306 vagas sobrantes. Entre os institutos politécnicos, além da situação particular de Bragança - 1243 lugares não ocupados -, outras nove instituições superaram os 300 lugares não ocupados.

Com zero vagas para a 2.ª fase ficaram apenas as três escolas superiores de Enfermagem (Lisboa, Porto e Coimbra) e o ISCTE.

Outro indicador de que muitos estudantes não aderiram, pelo menos nesta fase, ao desafio de procurarem cursos fora de Lisboa e Porto, são as 430 vagas adicionais criadas - lugares acrescentados à oferta nas situações em que se verifica um empate na nota de candidatura equivalente ao último colocado no curso. Os lugares adicionais deste ano, muitos deles precisamente para dar resposta a situações ocorridas nestas duas metrópoles, representam o número mais elevado desde 2011. E permitiram, por si, que o total de lugares levados a concurso neste ano, quer era inicialmente inferior ao do ano passado, tenha acabado por ser superior, totalizando 50.852.

As Ciências Empresariais foram, neste ano, as mais procuradas em primeira opção pelos estudantes (8260 candidatos), seguidas da Engenharia e Técnicas Afins (8005) e da Saúde (7118). As duas primeiras foram também, em ordem inversa, as que mais lugares deixaram por preencher, o que indica que - apesar de serem muito requisitadas pelos estudantes, a oferta ainda está inflacionada. Só nos Serviços de Transporte não houve qualquer lugar por ocupar, o que se explica, em parte, pela reduzida oferta: 87 vagas, acabando por ser colocados 91 estudantes. Já na Informação e Jornalismo, sobraram apenas seis lugares, tendo ficado colocados 890 alunos.