Fenprof queixa-se às Nações Unidas

Sindicatos criticam "comportamento inadmissível" do governo português nas questões da carreira e apelam a organizações internacionais OIT e UNESCO para que estas "pressionem" o executivo.

A Federação Nacional dos Professores anunciou hoje ter apresentado queixas à organização Internacional do trabalho (OIT) e à UNESCO, invocando o "comportamento inadmissível" do governo português nas questões relativas à situação profissional dos professores.

"A Fenprof, perante o ataque que tem sido desferido contra os professores e educadores e o comportamento antidemocrático e de desvalorização do papel dos Sindicatos no funcionamento do regime, decidiu apresentar uma queixa contra o governo português junto da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Internacional de Educação (IE)", confirmou em comunicado a organização sindical , explicando que esta iniciativa é tomada "na expetativa de que estas organizações intervenham e, com a sua intervenção, pressionem o governo a alterar a sua nefasta ação política sobre os docentes portugueses. A queixa segue hoje para aquelas instâncias internacionais".

Em causa, nas queixas anunciadas está a questão do tempo de serviço congelado - os professores reclamam a devolução de nove anos, quatro meses e dois dias e o governo só propõe cerca de um terço desse tempo - mas também temas como os horários de trabalho, o desgaste profissional e a aposentação.

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