EA Sports retira imagem de Cristiano Ronaldo da "homepage"

"Estamos a monitorizar a situação, porque esperamos que os atletas que patrocinamos e embaixadores se comportem de uma forma condizente com os valores da EA", reagiu nesta quinta-feira a empresa em comunicado.

A empresa de videojogos Electronic Arts Sports (EA) retirou a imagem do futebolista português da página inicial do site, depois de anunciar que está a "monitorizar a situação" da alegada agressão sexual de Cristiano Ronaldo em 2009.

"Estamos a monitorizar a situação, porque esperamos que os atletas que patrocinamos e embaixadores se comportem de uma forma condizente com os valores da EA", reagiu nesta quinta-feira a empresa em comunicado.

A EA Sports é criadora do famoso videojogo de futebol FIFA, cuja edição de 2019 tem precisamente o rosto de CR7 na capa. Mas a imagem do jogador da Juventus que estava na hiperligação para o simulador de futebol,quando os utilizadores consultam a secção "Games", foi substituída por um quadrado azul com a palavra "FIFA".

Também a empresa de vestuário desportivo Nike e a organização não governamental Save The Children comentaram o tema. A empresa norte-americana afirmou estar "extremamente preocupada com" as alegações de agressão sexual e prometeu continuar a "acompanhar a situação".

A juventus comentou "o grande profissionalismo e dedicação" de Ronaldo e "os alegados acontecimentos que sucederam há quase dez anos" não mudam a "opinião [do clube], que é partilhada com todos os que tiveram contacto" com o jogador.

O jogador de 32 anos é acusado por Kathryn Mayorga, que diz ter sido violada por Cristiano Ronaldo em 13 de junho de 2009 durante uma festa num hotel de Las Vegas, no estado norte-americano do Nevada.

A polícia local anunciou na segunda-feira a reabertura da investigação, depois de Kathryn Mayorga, professora, de 34 anos, ter apresentado queixa na semana passada num tribunal do condado de Clarck, Las Vegas.

Kathryn Mayroga denunciou a presumível violação à polícia de Las Vegas em 2009 e foi submetida a exames médicos, mas, segundo as autoridades, recusou-se a identificar o alegado agressor, uma versão contrariada na quarta-feira por um dos seus advogados, Leslie Stovall, que garante que a sua cliente nomeou Cristiano Ronaldo.

Os advogados, que dizem não perceber por que parou a investigação, vão apresentar uma ação contra Ronaldo pelos crimes de violação sexual, tentativa de assédio sexual, coação para fraude, agressão a uma pessoa vulnerável, conspiração, difamação, abuso de processo, tentativa de silenciar o caso, tentativa de concretizar um acordo de não-divulgação, negligência e violação de contrato.

Assim que for notificado, o internacional português da equipa italiana Juventus terá 20 dias para responder à queixa.

Exclusivos